Resenha Show: Black Label Society - HSBC Brasil 25/11/12

Pois é, demorei. Mas como o meu lema é "tardo mas não falho" (acompanhado do famoso "isso é uma merda"), o esperado show do Black Label Society do último dia 25 ganha sua resenha!

Ao contrário da vez anterior em que dei uma sorte tremenda, nessa já fui prevenido e logo que os ingressos começaram a serem vendidos garanti logo o meu; mas aqui vale um protesto contra a maldita e salgada taxa de conveniência. Foram R$ 165 gastos sendo que 25 deles para a cuja taxa.

Claro, eu como pessoa compreensiva, acho natural que haja uma taxa adicional nos ingressos dos shows se estes são vendidos em pontos de venda, afinal há o transporte e pagamento de funcionários, e não estamos comprando na portada casa em que acontecerá o show, mas o tal valor é absurdo. Não estou mendigando por R$ 25, mas creio que poderia haver uma explicação para onde esse dinheiro está indo, ou mesmo esse sendo melhor usado pelas promotoras de shows em serviço ao público que as sustenta.

Indo além, me passa pela cabeça a ideia que tanto essas taxas como os ingressos abusivos dos shows, principalmente de grandes artistas pop, são automaticamente relevados pelas pessoas que questionam a mesma coisa que eu. O sonho de ver a sua banda predileta no palco é bem maior que o preço, e as produtoras mesmo que se justificando se aproveitam disso. É como comprar no supermercado de algo que gostamos, mesmo que seja mais caro do que a marca B sem qualidade. Essa questão inflacionária vai muito mais a fundo, e claro, desde que o Brasil é Brasil somos um dos países mais absurdamente caros do mundo e protestar contra isso já é até normal. Mas vale a citação.

Voltando ao show, o HSBC Brasil é uma das casas de show mais chatas de ir, e já meio atrasado pro show resolvi ir de taxi. Por sorte encontrei um rockeiro das antigas que me fez um preço camarada, e deixando no cruzamento caminhei até a porta. Fim de tarde com uma garoa chata e show programado para as 20hrs, entrei na pista já com um público considerável, mas o suficiente para eu poder ver o palco.

Com certeza pelo que puder ver não houve lotação máxima da casa, mas como o tamanho de Zakk Wylde, a empolgação e expectativa era tremenda. O público era diverso, entre baixinhos e altos, magos e musculosos, cabeludos e carecas, a paixão era a mesma. Porém essas diferenças terminaram quando os primeiros acordes começaram a ecoar. E com pouquíssimo atraso o BLS sobe no palco já com a clássica "Godspeed Hellbound" do último álbum de inéditas "Order Of The Black".

Com Zakk trocando constantemente de guitarra com um modelo mais legal que o outro, seguiu-se soltando petardos sem espaço pra muita conversa  Sem respiro a banda de Zakk emenda numa só sequência "Destruction Overdrive", "Bored to Tears" e "Berserkers", numa sequência digna de um dos melhores shows que se pode ir, causando reações variadas de todos que estavam ali. Mesmo eu sozinho no show, era fácil se vendo abraçado pulando junto e soltando palavrões pro cara ao lado.

Como se não bastasse Zakk tocar a "In This River", emocionante por si só, principalmente porque no show anterior da banda que fui a banda não tocou essa música. Com Zakk sentado ao piano com a clássica bandeira do BLS estendida sobre ele, bandeiras com imagens de Dimebag Darrell (que pra quem não sabe foi o guitarrista do Pantera brutalmente assassinado em um show de sua banda Damageplan). Uma mais que merecida homenagem a esse puta músico e grande pessoa que passou pelo mundo do metal.

Mas infelizmente como nem tudo é perfeito, aconteceram problemas. Em grande parte do show a voz de Zakk ficou oscilante e abafada pelos sons dos outros instrumentos, apenas sua voz, já que a dos instrumentos se ouvia muito bem. Só a partir da quinta música, a "Bleed For Me" a sua voz melhorou., Decerto esses problemas não atrapalharam, mas como parte do público devo citar aqui o fato. Numa casa como o HSBC Brasil isso não devia acontecer, de novo, já que no ano passado pude notar isso ligeiramente.

Era visível a satisfação de Zakk e toda sua banda de mais uma vez estar no Brasil tocando para seu exército de fãs, sempre tocando com muito feeling e batendo nos peitos como se fosse um grande homem das cavernas - marca registrada do guitarrista. Passou-se 1h30 de um show que poderia ser de três horas facilmente, o BLS encerrou o show com o hit "Stillborn" num show sem paradas e nem conversa e com gostinho de quero mais. Melhor apresentação da banda aqui no Brasil? bom, comparando ao ano passado diria que não, mas foi mais que suficiente para mostrar por A + B porque a banda de Zakk Wylde, de seu fiel escudeiro Nick Catanese, e do baixista John De Servio é uma das melhores da atualidade!

Banda:

Zakk Wylde – vocal, guitarra, teclado
Nick Catanese – guitarra
John DeServio – baixo
Jeff Fabb - bateria

Setlist:

1. Godspeed Hellbound
2. Destruction Overdrive
3. Bored to Tears
4. Berserkers
5. Bleed for Me
6. The Rose Petalled Garden
7. In This River
8. Forever Down
9. Solo Guitarra
10. Parade of the Dead
11. Overlord
12.The Blessed Hellride
13. Suicide Messiah
14. Concrete Jungle
15. Stillborn




Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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