Resenha Show: Paradise Lost - Carioca Club 08/12/12

Depois de um breve passeio pelo Shopping Eldorado e um lanche nutritivo em bacon para aumentar as energias, fui preparado com minha namorada para a volta do Paradise Lost depois de 4 anos, agora com ingresso na mão ao contrário da última vez!

Com show marcado para as 19h30, entrei no Carioca Club por volta das 18h30 para pegar um bom lugar. A casa famosa por seus shows de samba e forró, é uma das casas do metal de São Paulo nos fins de semana e se ela não é um primor, é bem confortável. Palco pequeno e entrada que dá de cara com ele - ao contrário de um HSBC Brasil por exemplo -, chegar bem antes do show para conseguir um lugar bom e bem fácil, e foi assim, consegui ficar bem perto do palco.

Com um atraso de cerca de 10 minutos e sem banda de abertura, a banda de Nick Holmes adentra o palco com uma grata surpresa, "Widow" do álbum "Icon" foi escolhida para já agitar o público, é assim foi da primeira a última música. O público foi digno de um grande show e agitou o modesto Carioca Club. Com clássicos como "Enchantment", "Erased", "One Second" e "As I Die" mostrando que a banda passeou por sua variada e excelente discografia, dividiu espaço com composições novas do último álbum "Tragic Idol": as excelentes "In This Dwell", "Tragic Idol" e "Fear Of Impending Hell". 

Vislumbrando o público agitar tanto, e como eu, cantando aos plenos pulmões "Erased" e "One Second", e cantarolando as introduções ao piano de "Say Just Words" e "Enchantment", a banda formada por Nick Holmes (V), Greg McKintosh (G), Aaron Aedy (G), Steve Edmonson (B) e Adrian Erlandesson (B) sorriu e tocou com empolgação como praticamente toda a banda que vem ao Brasil. Energia traduzida em sorrisos e empolgação do novato e preciso Adrian ao olhar para o público, de Nick se movimentando por todo o palco e agradecendo a todo momento, de Greg - fazendo questão de colocar um conveniente ventilador no rosto para seus cabelos ficarem ao vento como um "guitar hero" - viajar a cada solo, e um Aaron sempre empolgado, agitando e cantando cada música da banda como se fosse a última vez; talvez um digno fã brasileiro da própria banda. 

Seria um show perfeito de uma das bandas que mais curto senão fosse as velhas falhas técnicas, no final da "Fear Of Impending Hell" o cabo da guitarra de Aaron se rompe (ou algo do tipo) e logicamente o som do instrumento "some". Os músicos nem perceberam, tanto que Nick apresentou a banda normalmente ao público como é de praxe. Depois de muitos palavrões e gritos vindos do público, os integrantes foram notando aos poucos, no que refletiu num momento sem graça de Nick Holmes - que não entendia o que estava acontecendo - e de risos de Aaron Aedy com o que aconteceu. 

Problemas resolvidos, a banda prossegue com "Fear Of Impending Hell" anunciada por Nick Holmes (?). Ei, pera, essa música já foi e são os acordes da "Faith Divide Us, Death Unite Us". Parece que "atordoado" Nick nem corrigiu o erro. O bis terminou com "Say Just Words" e um sentimento de "que foda!" no fim do show.

De uma discografia invejável, o Paradise Lost passa mais uma vez pelo Brasil de forma arrebatadora e presenteou os presentes e o Carioca Club com um show excelente. Se os verei de novo? Não sei, mas se o mundo não acabar com certeza estarei lá!

Aquela foto bem ruinzinha de celular, mas dá pra ter uma ideia do que foi

Setlist:

1. Widow
2. Honesty in Death
3. Erased
4. Enchantment
5. Soul Corageous
6. In This We Dwell
7. Praise Lamented Shade
8. Pity the Sadness
9. As I Die
10. One Second
11. Tragic Idol
12. The Enemy

Bis

13. Embers Fire
14. Fear of Impending Hell
15. Faith Divides Us – Death Unites Us
16. Say Just Words

Entre tantas coisas que eu penso, na verdade, não tem nada melhor na vida do que meus heróis, um bom rock n' roll, cerveja, fritas, e um bom papo com uma boa companhia.

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