Eleição? Voto? Não, obrigado

domingo, setembro 28, 2014


Sou alguém que entendo pouco de política, ou acho que bastante se comparado a maioria da população, sei lá... afinal, com meu próprio esforço consegui adquirir a compreensão necessária do que acontece ao meu redor, com meu país. Algo que nenhum governo, nem socialista e nem capitalista, tem interesse em expandir pois um povo ignorante é um povo dominável; e me sinto realizado em sair dessas amarras. A diferença básica entre os dois é que o governo capitalista dá uma educação mequetrefe para os pobres e com qualidade para os mais abastados, e o socialista se preocupa e universaliza a educação, mas faz questão de lá se endeusar e dizer o que o pequeno cidadão deve saber ou não - vide a União Soviética que proibia autores como George Orwell e Albert Camus, pois sabia muito bem que a leitura era a propaganda mais poderosa capaz de formar as ideias de uma nação. Então o meu texto em si é mais um desabafo de um potencial eleitor que está com o saco cheio!

Acredito que não há nada mais patético do que essa discussão sem fim, de militâncias com ideias extremistas que almejam um poder que está pouco se fudendo pra democracia. A direita defende a ditadura como se tivesse sido o país das maravilhas, e o socialismo defende Cuba que tem níveis de educação e saúde elogiáveis mas peca em todo resto. Em comum, os dois lados tiveram o mesmo destino: supressão de ideias. Quem discorda do Estado está contra ele e merece ser calado, simples assim. E quem chega ao poder, automaticamente é corrompido. Para uma sociedade controlada rumo a "perfeição utópica", é objetivo do Estado a castração das liberdades individuais. Ponto. E não venham me dizer de sonhos e objetivos de mudança. Todos tem ideias e todos querem o poder, mas a prática é sempre bem distante das ideias, e nem socialismo e nem capitalismo estão imunes a isso. 

Por isso e por tantos outros motivos nossa maravilhosa democracia, o suposto meio termo, diz quanto tempo cada um tem pra falar. As eleições são um negócio. Todos querem mudança, e estão envolvidos com a mesmíssima cambada suja de sempre, seja Aécio, Dilma ou Marina, a vitória depende sempre de quantos poderosos você consegue atrair pro seu lado, não importa se tenham sofrido impeachment (Collor), se sejam condenados pela Interpol (Maluf), ou se sejam depostos de seu cargo (Calheiros). E no caso de candidatos de partidos nanicos, eles nem tem espaço para provar nada. Claro, todos têm medo de ideias novas por mais malucas que elas sejam e na real, a maioria do povo nem as entenderia. Juro pra você que queria ficar ouvindo as ideias mirabolantes que Levy Fidélix, Luciana Genro e Eduardo Jorge teriam a dizer, mas o que acontece é que personagens como eles e Enéas são reduzidos a memes ou piadas ambulantes - ação condizente a relevância deles. Aí você pode me dizer que num debate todos eles tem o mesmo tempo pra falar. Sim, concordo, mas nada dá mais sono do que esses debates engessados que nós temos na TV.

Voltando aos candidatos mais abastados, é de se enojar a campanha do terror que a Dilma anda fazendo, a política do bom moço do Aécio, e a política da mudança contraditória da Marina. Todos se dizem uma novidade, mas nenhum deles apresentam nenhuma proposta que prenda a atenção e nem tocam em assuntos delicados e pertinentes como aborto, homofobia e a liberação da maconha, e o mais irônico, nem em transporte (algo delicadíssimo). A rigor nessa eleição, uma se preocupa em atacar os outros e a endeusar o seu pai Lula, outro se preocupa em discursos do porque ele é uma novidade e o outros não prestam, e a terceira se preocupa em ser uma coitadinha boa samaritana que está cansada de ataques. Realmente não dou 20 centavos. A oportunidade que se mostrou em junho do ano passado se foi e o Brasil dormiu novamente. 

Depois o Carlinhos Brown aparece na televisão pra me convidar a votar, como se não fosse obrigatório, e dizendo a mim como meu voto é importante pra nação; com militantes e politizados aqui e acolá zombando no ouvido alheio dizendo que NUNCA deve-se anular o voto, pois seria um golpe no país. Bom, pouco importa minha opinião, apenas os beneficiados. Por isso voto nulo, ou nem vou. É uma democracia não é? E como parte do povo, apenas a exerço. Esse é o verdadeiro protesto. Não votar no Tiririca porque ele é zoeiro... Aliás se ele queria virar um tipo de símbolo, ele conseguiu. Símbolo do que eu devo fazer.

Atualmente esse país tem três grandes mentiras: 1.de que é o pais do futebol. 2.de ser um estado laico. 3.do voto exercido ter importância. Não é coincidência nenhuma que tomamos 7x1 da Alemanha, do racismo ter ganhado a mídia, e da "novidade" vir da última presidente eleita que lidera as reeleições. Tudo no mesmo ano. Legal né? 

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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